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June  2nd.  2011
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April  27th.  2011
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Minha experiência no Vietnã

posted 3 years ago

Eu queria ter postado sobre o Vietnã faz tempo, mas o trabalho me manteve muito ocupado. E esse é um daqueles lugares que dá vontade de contar e mostrar, mas só agora vou conseguir. Até dois meses atrás eu jamais teria imaginado estar no Vietnã. Aliás, eu jamais teria imaginado um Vietnã tão diferente de como pensei que fosse. Temos aquela imagem de uma Ásia uniforme, que não importa qual país se visite, sempre será parecido com o país vizinho de alguma forma. Mas na verdade existem muitas coisas diferentes além dos olhos puxados.

Primeiros dias em Hanoi

Geralmente eu estudo um pouco sobre o país que vou visitar antes de chegar lá, mas dessa vez não o fiz, e talvez por isso me surpreendi com o lugar em que acabei caindo. Antes de mais nada, o Vietnã é uma mistura de coisas boas e ruins. Tudo ao extremo. A primeira impressão foi muito boa, afinal não dava pra sentir aquele calor de 35ºC da Tailândia. O clima era agradável mas, com certeza, a intensidade do calor de Bangkok equivalia-se a quantidade de poeira em Hanoi. Me deparei com uma vista marrom e pouco colorada a princípio.

Andar em Hanoi é como jogar um videogame de console no qual é preciso passar por inúmeros obstáculos pra se chegar ao objetivo. Acho que encarando isso como um jogo é a única forma de não se irritar. A situação é caótica nas ruas, movimento constante o tempo todo. Motos no Vietnã é como havaianas no Brasil, todos tem. Dependendo da hora nem na calçada dá pra andar, pois zilhões de motos andam nelas porque não há mais espaço na rua. Como formigas em um formigueiro, só que com motos. Dizem que pra se atravessar uma rua em Hanoi só fechando os olhos, rezando pra Buda e se enfiando. Mesmo que não hajam motos andando nas calçadas, elas também podem servir de estacionamento ou pequenos restaurantes de rua. Ainda assim, andar em Hanoi pode ser muito divertido. E só pegar uma moto e se juntar a muvuca.

Moto é o que mais tem em Hanoi

Minha primeira oportunidade de sair da cidade ao interior foi pra Cao Bang, a mais pobre e desabitada província do país, quase na fronteira com a China. Pouco movimento e pouca gente mas muita montanha e muita beleza.

Rally pra chegar em Cao Bang, o pneu não aguentou


Região montanhosa de Cao Bang

Oásis no meio do nada


O contato com o povo local me deu ideia da pobreza no país. Existem 90 milhões de habitantes no Vietnã e a maioria delas vive no interior dependendo da agricultura. Aqui não existem cidades, apenas vilarejos. As casas são de barro com palha e sempre com um espaço pra plantar arroz. Muitos não sabem ler nem escrever.

Aula de alfabetização para adultos


A ADRA provê o material necessário para quem quer aprender a ler e escrever

Minha segunda e última oportunidade de visitar o interior foi pra Halong Bay, em outras palavras, o paraíso.

A 4 horas de Hanoi pode-se encontrar, de fato, uma das maravilhas do mundo. Muito contraditório. E admito que em questão de paisagem, este lugar é top list. Só o olho capta o que a câmera não consegue. Pra entender este lugar não adianta ler, tem que ver.

Halong Bay; uma das maravilhas dos mundo

Amigas tentando pescar

Rolou de tudo no Vietnã; surpresas, irritações, sorte, frio, respeito, amizade, karaoke, azar, orgulho, trip, futebol e muito mais. Nunca dá pra falar tudo.

March  29th.  2011
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March  15th.  2011
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Tailândia; primeiras impressões

posted 3 years ago

Ainda no Brasil, minhas expectativas sobre a Tailândia eram muito grandes. Eu sabia que encontraria um ambiente totalmente diferente em todos os sentidos. Fiquei bem nervoso nos últimos dias antes da viagem, afinal eu nunca havia viajado pra tão longe. Também estava nervoso porque estava embarcando numa jornada longa e insegura que duraria 5 meses em 9 países. O orçamento era limitado e confesso que algumas vezes fiquei preocupado com a possibilidade do dinheiro não durar o suficiente. Mesmo assim, o coração falou mais alto e decidi arriscar.

Meu voo de Londres pra Bangkok duraria 11 horas, mas quando cheguei pareceu ter sido o dobro, talvez pela ansiedade de chegar logo. Quando saí do avião e entrei no aeroporto, fiquei impressionado com o tamanho e a modernidade do aeroporto. Fiquei imaginando como uma cidade de 10 milhões de habitantes poderia ter um aeroporto daquele nível se comparado com a cidade de São Paulo, que tem 22 milhões e tem aquele aeroporto lixo de Guarulhos. Ainda dentro do aeroporto, me chamou a atenção a presença de estátuas budistas por todas partes, além de muitos outras esculturas douradas que dão um aspecto interessante ao ambiente. Depois de algumas semanas me dei conta que os detalhes dourados por todo o país são uma característica muito forte aqui. Quando coloquei o pé pra fora do aeroporto foi impossível não sentir o calor forte e húmido, que te deixa pegajoso o dia todo.

Talvez você já tenha ouvido ou lido que a Tailândia é um dos destinos mais procurados pelos turistas. Talvez você nem sabia disso, mas quer saber porque esse lugar  é tão acessado?

Alguns fatos interessantes:

- 95% da população é budista. É só fazer uma rápida caminhada e já é possível avistar templos magníficos nos seus mais precisos detalhes. O brilho dos dos detalhes em ouro agregam imponência as belas construções espalhadas pelo país.

- A gastronomia tailandesa é fenomenal. Tem de tudo pra todos os gostos, e o melhor de tudo, muito barato. Só aqui dá pra comer bem com um mero dólar. Com 5 dólares já é banquete.

Banana Rutee (Paqueca de banana frita) por menos de 1 Real

- A economia local permite que tudo seja barato aos olhos ocidentais. Sério, tudo é barato.

- A cultura tailandesa é baseada no conceito de resolver tudo de forma pacífica e democrática. Os tailandeses em geral tem um modo agradável de levar a vida, o que os torna pessoas muito simpáticas.

- As praias tailandesas são difíceis de bater. Tá duvidando? É melhor nem explicar, dá uma olhada aí…

Os primeiros dias foram dias um pouco confusos. Eu não sabia bem o quê fazer para conseguir as coisas. Não sabia o que comer nem como pedir. Tampouco sabia como me locomover (as placas usam alfabeto tailandês) e nem todas as pessoas falam inglês para poder informar.

Foi questão de tempo até eu pegar ‘a manha’ das coisas, mas quando eu aprendi também já não queria ficar em casa. Coloquei o firme propósito de que tendo Bangkok do lado de fora da janela, ficar dentro de casa não seria uma opção. Comecei a sair simplesmente pelo fato de sair, andar levemente sem rumo como se isso fosse a única coisa que realmente importasse. Gosto de poder para e observar a arquitetura, o movimento, o comportamento de cada lugar. Aprendo muito com isso. O movimento contínuo, característico em cidades grandes, não difere aqui. Há literalmente muita gente em pouco espaço. Há muitas pessoas andando nas calçadas, e muitas (acredite, muitas) pessoas andando em motos e tuk-tuks (moto peculiar que consegue carregar até 3 pessoas além do motorista). O trânsito é infernal,  mas indiferente de outras grandes metrópoles aqui não se buzina muito. Felizmente os thais são muito tranquilos e pacientes, o que reduz a confusão.

Trânsito pesado mas silencioso

Realmente é um país de muitas peculiaridades. Um mês e meio já se passou desde que cheguei aqui e tudo o que posso dizer é que eu jamais imaginei ter gostado tanto da Tailândia como estou gostando. 

São muitas coisas pra ver e conhecer em Bangkok, um post jamais será suficiente pra descrever tudo. Felizmente existe foto e vídeo e você não precisa ficar lendo, lendo, lendo…