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April  27th.  2011
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Minha experiência no Vietnã

posted 2 years ago

Eu queria ter postado sobre o Vietnã faz tempo, mas o trabalho me manteve muito ocupado. E esse é um daqueles lugares que dá vontade de contar e mostrar, mas só agora vou conseguir. Até dois meses atrás eu jamais teria imaginado estar no Vietnã. Aliás, eu jamais teria imaginado um Vietnã tão diferente de como pensei que fosse. Temos aquela imagem de uma Ásia uniforme, que não importa qual país se visite, sempre será parecido com o país vizinho de alguma forma. Mas na verdade existem muitas coisas diferentes além dos olhos puxados.

Primeiros dias em Hanoi

Geralmente eu estudo um pouco sobre o país que vou visitar antes de chegar lá, mas dessa vez não o fiz, e talvez por isso me surpreendi com o lugar em que acabei caindo. Antes de mais nada, o Vietnã é uma mistura de coisas boas e ruins. Tudo ao extremo. A primeira impressão foi muito boa, afinal não dava pra sentir aquele calor de 35ºC da Tailândia. O clima era agradável mas, com certeza, a intensidade do calor de Bangkok equivalia-se a quantidade de poeira em Hanoi. Me deparei com uma vista marrom e pouco colorada a princípio.

Andar em Hanoi é como jogar um videogame de console no qual é preciso passar por inúmeros obstáculos pra se chegar ao objetivo. Acho que encarando isso como um jogo é a única forma de não se irritar. A situação é caótica nas ruas, movimento constante o tempo todo. Motos no Vietnã é como havaianas no Brasil, todos tem. Dependendo da hora nem na calçada dá pra andar, pois zilhões de motos andam nelas porque não há mais espaço na rua. Como formigas em um formigueiro, só que com motos. Dizem que pra se atravessar uma rua em Hanoi só fechando os olhos, rezando pra Buda e se enfiando. Mesmo que não hajam motos andando nas calçadas, elas também podem servir de estacionamento ou pequenos restaurantes de rua. Ainda assim, andar em Hanoi pode ser muito divertido. E só pegar uma moto e se juntar a muvuca.

Moto é o que mais tem em Hanoi

Minha primeira oportunidade de sair da cidade ao interior foi pra Cao Bang, a mais pobre e desabitada província do país, quase na fronteira com a China. Pouco movimento e pouca gente mas muita montanha e muita beleza.

Rally pra chegar em Cao Bang, o pneu não aguentou


Região montanhosa de Cao Bang

Oásis no meio do nada


O contato com o povo local me deu ideia da pobreza no país. Existem 90 milhões de habitantes no Vietnã e a maioria delas vive no interior dependendo da agricultura. Aqui não existem cidades, apenas vilarejos. As casas são de barro com palha e sempre com um espaço pra plantar arroz. Muitos não sabem ler nem escrever.

Aula de alfabetização para adultos


A ADRA provê o material necessário para quem quer aprender a ler e escrever

Minha segunda e última oportunidade de visitar o interior foi pra Halong Bay, em outras palavras, o paraíso.

A 4 horas de Hanoi pode-se encontrar, de fato, uma das maravilhas do mundo. Muito contraditório. E admito que em questão de paisagem, este lugar é top list. Só o olho capta o que a câmera não consegue. Pra entender este lugar não adianta ler, tem que ver.

Halong Bay; uma das maravilhas dos mundo

Amigas tentando pescar

Rolou de tudo no Vietnã; surpresas, irritações, sorte, frio, respeito, amizade, karaoke, azar, orgulho, trip, futebol e muito mais. Nunca dá pra falar tudo.